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Tendo como referencia a conceituação adotada pelo Ministério do Turismo, “o Turismo Étnico constitui-se das atividades turísticas decorrentes da vivência de experiências autênticas em contatos diretos com os modos de vida e a identidade de grupos étnicos. Os visitantes buscam estabelecer um contato próximo com a comunidade anfitriã, participando de suas atividades tradicionais, observando e aprendendo sobre suas expressões culturais, estilos de vida e costumes singulares. Muitas vezes, tais atividades podem articular-se como uma  busca pelas próprias origens do turista, como uma espécie de retorno às tradições de seus antepassados. O Turismo Étnico envolve as comunidades representativas dos processos imigratórios europeus e asiáticos, as comunidades indígenas, as comunidades quilombolas e outros grupos sociais que preservam seus legados étnicos culturais como valores norteadores em seu modo de vida, saberes e fazeres”.

Para a Secretaria de Turismo do Estado da Bahia, a capoeira representa um dos principais ícones do turismo étnico-afro, desenvolvido profissionalmente na atual gestão. Essa visão alinha-se ao eixo estruturante da Inovação que, nos últimos três anos, integra a estratégia de ação da SETUR, denominada de “O Terceiro Salto do Turismo na Bahia”.

Visando intensificar o fluxo turístico e maximizar a integração produtiva dos que fazem a capoeira, contribuindo para a produção econômica e simbólica, o Escritório Internacional de Capoeira e Turismo é um centro de informação e articulação entre o universo da capoeira e os elos que compõem a cadeia produtiva do turismo. Está situado fisicamente no principal espaço da capoeira na Bahia, o Forte de Santo Antonio, além do Carmo.
O Escritório Internacional de Capoeira e Turismo, através do ambiente virtual, apresenta, como primeiro instrumento de ação, a  construção da base de dados e informação através deste website www.capoeiradabahia.com.br

O objetivo principal do Escritório Internacional de Capoeira e Turismo é elaborar o mapeamento dos grupos, academias, associações e de toda a cadeia produtiva da capoeira na Bahia, no Brasil e no mundo, através da construção de uma grande rede social, visando:

  1.   Promover o intercâmbio e a valorização cultural da capoeira
  2.   Intensificar o fluxo turístico de mestres, alunos e associados para a Bahia
  3.   Fortalecer a produção e a comercialização de bens e serviços  relacionados à atividade
  4.   Consolidar a Bahia como a “Meca” da capoeira no mundo.

 

Plano de Ação  Escritório Internacional de Capoeira e Turismo

  1. Estruturação de base de dados e de informações turísticas especializadas para os mestres de capoeira e, por outro lado, qualificar o trade turístico com informações sobre a capoeira;
  2. Criação de um selo ou certificado, que ateste a participação de cada capoeirista em processos educativos e de aprendizagem no Estado, na perspectiva da Bahia, como uma “Meca” da capoeira no mundo.
  3. Elaboração de catálogos e documentos visando a qualificação da informação turística e cultural da capoeira, validadas pelos órgãos oficiais da cultura e do turismo (estaduais e federais), objetivando assegurar autenticidade e qualidade da prática da capoeira na Bahia, no Brasil e no Mundo.
  4. Oficializar e manter uma rede virtual das academias, grupos e associações existentes no mundo, principalmente das que tenham ligações com a Bahia, através do site www.capoeiradabahia.com.br
  5. Viabilizar operações turísticas culturais com descontos e vantagens para o segmento com companhias aéreas, hotéis, operadoras e agências de turismo em articulação com academias do mundo e especial com os mercados emissores;
  6. Realizar seminários com o academias/associações/grupos/escolas nos países que se constituem em mercados emissivos prioritários para a Bahia, tais como: Argentina, Chile e Venezuela, na América do Sul; Espanha, Portugal, Itália e Alemanha, na Europa; Estados Unidos e Canadá na América do Norte;
  7. Garantir o intercambio e realizar trocas culturais, através de ações de promoção, em parceria com os Ministérios do Turismo, das Relações Exteriores e da Cultura, voltado para o desenvolvimento de atividades através dos departamentos cultural e econômico de consulados e embaixadas, bem como dos escritórios da Embratur;
  8. Estabelecer relações bilaterais com Universidades e Centros Acadêmicos internacionais, buscando incrementar o fluxo de estudantes e pesquisadores.

 

 
 
 
 
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